terça-feira, fevereiro 22, 2005

Verdades que não gostamos de saber!

" O valor das coisas não está no tempo em que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis". (FERNANDO PESSOA)

Será que dá para dar um refresco quando se fala de amor?

Thanks

Obrigada por todos os e-mails, SMS, mensagens no Orkut e telefonemas.
Embora eu não seja a maior foliona de aniversário, este teve até direito a bolo e smirnoff ice no final.

bjs a todos

O que você descobre aos 30

Sinceramente, fazer 30 não é nada bom. Minha primeira vontade foi voltar a ter 20. Mas enfim, máquina do tempo só existe em filme de ficção.

Mas o mais dolorido da experiencia é perceber que não adianta sonhar, pois os sonhos são como bancos de areia, se desfazem na primeira brisa e te deixam parado, impotente e sem saber para onde ir.

quarta-feira, fevereiro 16, 2005

Meu maior presente é ter um amigo como você

Praticamente na véspera dos meus 30 anos, recebi algo, do meu amigo mais antigo, que me mostrou um novo lado da vida. Não há palavras para agradecer tudo o que ele escreveu e também não há palavras para agradecer tanto carinho. Por isso, resolvi dividir com outras pessoas, o que fez meu dia um dia muito diferente e especial.

A Vida nos 30... Ou simplesmente, A Vida!
Cris,

Refletir sobre as coisas da vida é um dos melhores exercícios que foram dados ao ser humano em forma de dom. Aliás, o dom de pensar, e consequentemente, refletir, é de exclusividade nossa, que somos esses seres estranhos, chamados humanos.

A questão fundamental é que o ato de reflexão deve ser usado sempre com boas intenções. Mas como assim? É fácil entender: Temos todos – naturalmente – uma louca tendência à sensação de que as coisas não são boas, ou não vão bem. Eu não sei se essa tendência é fruto dos bombardeios de marketing a que somos expostos diariamente em todas as mídias, ou se é biológioco, ou astrológico ou outro lógico qualquer. O fato é que normalmente, quando refletimos sobre a vida, achamos que algo não está bom ou que poderia estar melhor.

Acontece que a experiência de vida só vai nos ensinando coisas novas. Essa experiência só vai aumentando, e – pare para pensar – aos 30, você tem 10 anos de experiência a mais do que aos 20. Ôpa, uma vantagem!

Mas para que serve essa experiência? Eu ainda não sei se existe uma resposta absoluta para esta pergunta, mas de uma coisa eu tenho certeza: Hoje eu me sinto muito mais seguro (anos-luz mais seguro) do que aos 20 anos. E eu imagino e sinto que aos 40 serei ainda mais seguro, maduro, coerente, sensato, calmo e inteligente do que sou hoje. Aos 50 então... Não quero pensar agora, porque faria o tempo andar mais rápido, só pra chegar logo lá.

Em trinta e poucos anos, eu posso te assegurar de que vivi muitas experiências que só me ensinaram coisas boas. Mesmo as ruins. Certa vez, quando eu tinha uns 17 ou 18 anos, eu estava em uma viagem extremamente agradável com os meus pais (que na época tinham 48 anos) e naquele momento uma ficha me caiu. Na vida, temos tempo suficiente pra viver quase tudo o que gostaríamos de viver. E por que esse "click" exatamente naquele momento? Porque era um momento que, em anos anteriores, seria impensável.

Hoje os meus pais estão com 64 anos, cheios de energia e vivendo a cada dia uma aventura nova. Em tres anos e meio, olha quanta coisa mudou na vida deles: Minha irmã foi pra Franca e eu pra Miami. Por isso eles viveram coisas que jamais pensariam em viver há meros quatro anos atrás. Depois ela foi pro sul e eu vim pra BH. Novas "aventuras" vieram. E assim a vida segue, trazendo bons e maus momentos, que só vão te ensinando.

Outro exemplo simples, vindo de um beatlemaníaco que vc sabe que eu sou. Quando o Paul McCartney tinha 30 anos (30 anos!!!), ele achava que nunca conseguiria subir num palco aos 40. Aos 40 ele estava em turnê, mas achava que seria impensável fazer aquilo aos 50... E lá estava ele em turnê pelo mundo. Aos 60 eu o vi tocando que nem um adolecente de 20 anos... Curtindo aquele momento no palco... Essa turnê rodou os EUA de leste a oeste, foi para a Europa, ele tocou em lugares onde jamais havia tocado (Moscou, por exemplo), voltou a tocar em Liverpool, sua terra natal. Enfim, viveu emoções que poucas pessoas acreditariam que ele poderia viver. E cheio de energia, comendo uma gostosa 30 anos mais nova do que ele e tal.

Nesses trinta e poucos anos, algumas coisas me marcaram. No Imaco, nós tivemos que ler um livro em que a mensagem principal era: "A vida é uma montanha-russa. Às vezes estamos no alto. Às vezes estamos em baixo". Como eu aprendi com isso. Olhe para a sua vida e você vai identificar esses momentos.

Outra coisa que eu fui obrigado a exercitar – aliás o melhor exercício que se pode fazer quando o assunto é reflexão sobre a vida: SEMPRE, sempre devemos nos imaginar sobre uma linha divisória. Para um lado estão pessoas em melhor situação (emocional, financeira, profissional e etc.). Para o outro lado estão pessoas em pior situação. E isso, acredite, não é desculpa para derrotados. É só uma forma de olhar para si mesmo e ver como a vida pode ser boa, por mais que você não seja jornalista da Reuters e não viva entre NY e São Paulo. O exemplo típico, que exemplifica o que eu quero dizer está exatamente no seu texto: Seu amigo não podia passar os finais de semana tocando em bandas, se divertindo como os outros.

Naquele momento, JP estava do lado "melhor" a partir da SUA linha divisória. Os amigos dele estavam do lado "melhor" a partir da linha divisória DELE. Mas qual é o lado certo? Você concorda que não há o mesmo lado certo para duas pessoas diferentes?

Antes de concluir, segue uma curiosidade (que prova a minha teoria de que nada acontece por acaso): Ontem eu precisei vir ao escritório para recuperar velhos arquivos de um antigo HD de um antigo computador que eu tive.

Num domingo, sem telefones tocando, sem Paula e Ana Carolina por perto, eu tive tempo de sobra para abrir velhos arquivos, que eu salvei porque sabia que um dia iria gostar de rever. Um deles continha uma coletânea de e-mails que, quando eu recebia e gostava, salvava numa pasta especial. Até hoje, uma das mensagens que eu mais gostei de ler veio exatamente de você, e ontem eu tive a oportunidade de lê-la novamente.

Tal mensagem bate de frente exatamente com a minha modesta teoria da linha divisória, já que é um texto que mostra que somos uma percela pequena de felizardos, num mundo em que muitos não sabem ler, não enxergam, não têm dinheiro para comer, têm alguma doença grave, vivem em ditaduras, etc. etc. etc.

Onde eu quero chegar?

Na conclusão de que a crise dos 30 não pode existir. Aliás, nenhuma crise. Olhe sempre para as coisas boas que te cercam e agradeça a Deus por cada uma delas. Ao deitar, pense no seu travesseiro macio, sobre a sua cama macia, sob um teto que te cobre, em uma casa quentinha, com parentes por perto. Pense nos amigos que te mandaram uma mensagem durante o dia, nas coisas que aconteceram no seu emprego, na música que você ouviu no carro, no filme que você viu ontem (e conseguiu entender). Para muita gente na face da terra, tudo isso é um sonho distante. Gente que não pode pensar em nada disso, e ainda assim vive, sobrevive e certamente também tem o que agradecer.

Aos trinta e poucos, eu também não comprei o meu apartamento. Também aposentei certas roupas que não mais me caem bem (não é o caso de minissaias, viu?). Aos trinta e poucos eu não posso ir ao cinema com a minha mulher, porque tenho que ficar com a minha filha. Aos trinta e poucos eu não jogo mais bola, não saio todos os fins de semana pra beber com os amigos, não faço mais um monte de coisas que eu fazia aos vinte. Mas posso te garantir: Sou muito feliz hoje. Como era aos 20. Como quero ser aos 40, 50, 60, 70 e por aí vai. Em cada fase da minha vida, eu quero curtir coisas novas, que fazem parte de cada uma destas fases.

Mais do que isso, eu sei que coisas materiais vêm e vão num simples estalar de dedos. Eu tenho plena certeza de que mais cedo ou mais tarde eu vou comprar um apartamento, mas não sei quanto tempo vou ficar com ele. E isso não me importa. Mesmo! Deus sabe o que faz, e realmente escreve certo por linhas tortas. Basta você confiar. Em você e Nele.

Desculpa pelo loooooongo texto, mas eu senti uma pequena tristeza no seu post e eu achei que dividir esse ponto de vista com você poderia ser útil.
Carinhos
Paulo

sábado, fevereiro 12, 2005

Viúvo é quem morre!

Quando a minha avó disse essa frase, há anos, eu me espantei! Como assim? Quem morre não leva sentimentos, não leva nada. Quem fica sofre, guarda recordações, chora, sente falta, enfim é o viúvo!

E não é que essa frase absurda da minha avó estava 100% certa. Ingenuidade a minha em não acreditar.

Depois de dois dias assistindo ao show que a rede americana de notícias, CNN, está fazendo sobre o mais novo casal da realeza britânica, Príncipe Charles e Camila, percebi que viúva é a pobre da Princesa Diana.

De "mistress", Camila Parker Bowles passará a primeira dama da Inglaterra e praticamente futura rainha britânica.

Tudo bem que estão fazendo o maior auê em relação aos títulos de nobreza que ela receberá. Contudo, para quem era chamada de "mistress" até ontem, qualquer outro título vai ser bem melhor. Não precisa muito para ficar um pouquinho mais agradável.

Depois do casamento Camila será a "Duchess of Cornwall", já que os súditos ingleses abominaram a idéia de que Camila seja a futura "Princess of Wales". Caso o príncipe Charles se torne rei, Camila será chamada de "her royal highness, the princess consort".

Pergunta simples: Quando você casa com o Sr. Silva, você se torna a Sra Silva, certo? Portanto, se Camila se casará com o "Prince of Wales" ela será a "Princess of Wales", querendo ou não. Até porque o título "Duchess of Cornwall" já foi um dos títulos de Lady Dy. É tudo uma questão de tempo. E claro, ausências de contestação do dono do título, que no caso seria a falecida Lady Dy.

A verdade é que Diana se casou com um cara que não entendeu porque se casou com ela. Viveu infeliz num triângulo amoroso, numa relação que como ela própria disse "There were three of us in this marriage, so it was a bit crowded".

Para completar, quando se apaixonou, morreu e ficou viúva. Sim, porque alguém duvida da felicidade de Charles? Ele sempre deixou claro que sua relação com Camila Parker Bolwes não era assunto discutível. No fim das contas, até mesmo os filhos de Diana já aceitaram esta relação numa boa.

Portanto, qual será o impedimento para que Camila se torne a tal "Princess of Wales"? Os súditos? E qual foi o rei, na história do mundo, que se preocupou com opinião de súdito?

Portanto, como diria a minha avó, com quem eu terei que concordar plenamente, quem realmente ficou viúva, foi a Princesa Diana.

quinta-feira, fevereiro 10, 2005

NYC, July 16 1997

CARRING MOON BEANS

I have a friend.
She came from a distant place,
looking for solace, for comfort.
It caught me a little bit off
guard at first, but a certain
special bond was created.

Things developed very quickly,
even thoug we had known each other
for years.
Memories were nourished,
Thoughs were shared.

Her sweetness, her innocence
stunned me to my bones and
left me wishing for another day,
another dialogue, another walk in the park.

New York is very hot theses days.
Sweltering summer nights with cloudless skies.
We spoke by the air condicionair
spent hours sitting on the living room carpet playing old songs.

I felt good, comfort.
Maybe she gave me more comfort
with her docile manners and hopeful views of the world
than I gave her with my tired words, weary beliefs
and imperfections.

She is going home now.
Home is far for her.
But she will be missed and I want
her to know that.

Maybe she can keep a word or two
of what we discussed,
sift through the rational solutions
I sometimes provide
with my irrational instincs.

Maybe she will start a new dream.
Maybe she will belive in people
more than I do.
Maybe she will remind herself of the good things
she still have to live.

I just hope she will be alright.
I hope she keeps a smile.
I hope she can "swing on a star, carry moon beans home in a jar".

Writer: J.P. Vicente
(http://www.rivertrout.com)

Este foi o melhor presente que eu ganhei em toda a minha vida. E sinceramente, estas palavras mudaram a minha vida, influenciaram em quem eu sou hoje e que, ao mesmo tempo, são perfeitas para descrever quem eu fui um dia. Neste dia. A única coisa que eu tenho a dizer, se por um acaso da vida, este escritor passar por aqui é "Thank you very much. You rock".

terça-feira, fevereiro 08, 2005

Agenda do se vira nos 30

Após 3 tentativas frustadas de fazer uma viagem, esta é a minha agenda para o próximo dia 21 de fevereiro, o fatídico dia do meu infortúnio aniversário. Infortúnio, porque provavelmente as únicas coisas que eu realmente desejei não vão acontecer.

Portanto, vamos preencher o dia:
5hs da matina (estou de rodízio) - pular da cama e tomar café da manhã;
5h30 - sair a caminho da academia
6hs - 13hs - malhar, nadar e se possível tomar sol
14hs - Almoço no restaurante preferido número 01.
16hs - Deixar o carro em casa e ir até o cinema mais próximo, assistir qualquer coisa que seja no mínimo razoável.
19hs - Banho, cabelo e escolher a roupa que eu ainda não usei por falta de oportunidade.
21hs - Jantar no meu segundo restaurante preferido, no qual espero ter boas lembranças para sempre. Cardápio da noite: Atum com Don Perringnon!
23hs - Encerrar a noite em algum bar bacana, já que não há locais disponíveis para dançar em plena segundona.
24h01 - Dar graças a quem quer que seja, por ter conseguido passar por este dia sem pular do último andar do Terraço Itália, e começar a fase "balzachiana" da minha vida.

Torcer o dia todos para que as pessoas esqueçam da data, para não ter que agradecer os cumprimentos por estar mais velha e rezar para que ninguém apareça de surpresa. Na verdade, há uma única pessoa que poderia me surpreender, mas é claro que esse tipo de coisa só acontece em filme estrelado por Julia Roberts ou Sandra Bullock!

A crise dos 30

Todo mundo fica por ai dizendo que quanto mais velho você fica, melhor as coisas lhe parecem. Totalmente "bull shit". Quanto mais velho você fica, mais chata a sua vida fica. Depois dos 30 você só tem responsabilidades, metas que você traçou as 20 e que não está nem perto de cumprir. O relógio está sempre contra você. O frescor e a energia da juventude se tornam breves lembranças.

Quando você sai dos 20 e chega aos 30, precisa pensar no emprego que ainda não é seu, no apartamento que ainda não comprou, no namorado que não arrumou, nos amigos que já se casaram e que deixaram você para trás, em cremes para rugas e envelhecimento precoce, aposentar as mini-saias para não parecer uma tia ridícula. Precisa parecer feliz para o terapeuta, para ele não te entupir de droga da alegria, ir a festas com outras amigas solteiras e torcer para não ficar no canto dos casais hiper, super, bem casados. O pior, acaba aceitando convites de amigos casados e você não tem a mínima idéia o porquê do convite. Parece uma cena de "Bridget Jones".

Aos 18, eu conheci o JP Vicente. Ele tinha 23 e era jornalista da Reuters. Aos 23 anos, ele era tudo o que eu queria ser aos 23. O JP era o cara que tinha a vida planejada e quase bem resolvida. Ele era um jornalista bem sucedido, morava sozinho, ganhava bem, tinha um carro do ano, uma namorada e estava sempre entre NY e Sampa.

Durante uma de nossas várias conversas, ele me disse que não sabia se havia feito as escolhas certas, afinal seus amigos ainda não sabiam o que fariam da vida e passavam muito tempo tocando em bandas de fim de semana, enquanto isso ele estava stressado e se preparando para a próxima reportagem de economia. Essa resposta me pegou de surpresa, afinal ele era o JP , forte e conquistador. Eu me lembro de ter reagido com um "mas você é quem está no caminho certo", acompanhado de um sorriso ingênuo.

Hoje o JP está perto de completar 35 anos, ele faz aniversário no próximo dia 26 de março, mora NY, deve ter um bom emprego, está casado e se bobear é pai. (By the way, como todos os outros meus amigos).

Aquela conversa me fez refletir muito sobre o futuro, mas infelizmente não fui esperta o suficiente para planejar o meu futuro. Diferente do JP, deixei a vida me levar. Fui para onde as oportunidades pareciam certas, mas nunca soube enxergá-las de verdade e no final acabava perdendo o bonde. Muitas vezes, não deu tempo nem de sentar na janelinha.

Eu estou com quase 30, faltam poucos dias, e nao cheguei próxima a nem um décimo do que eu queria aos 20 e o pior não sei mais o que eu quero. Com isso o planejamento já desceu pelo ralo da pia do banheiro de visitas.

De todas as coisas do meu passado, sem dúvida alguma, são as conversas com o JP que eu sinto mais falta. Suas palavras e sua voz pareciam sempre tão sensatas, tão certas, tão amigas. Infelizmente o tempo tem a crueldade de apagar as coisas boas também. Hoje o JP é uma lembrança na minha vida e provavelmente eu não sou nem isso na vida certinha dele.

Quanto mais se vive, mais se tem amarguras e coisas das quais você se sente profundamente saudoso. Situações e pessoas que não voltam. De que adianta viver tanto se é preciso viver esquecendo e deixando coisas para trás? De que adianta viver tanto se no final só lhe sobram lembranças? Na minha humilde opinião, a própria vida é mais cruel do que qualquer outro castigo que se possa ter em vida.

Quando a saudade bate profundamente, vou buscar em cenas de filmes que vimos juntos, fotos de NY e as palavras dele, que ficaram na minha mente. São nelas que eu encontro um desafio de seguir um rumo. Independente de ser planejado ou não. Não importa mais. Já faz mais de 8 anos desde a última vez que eu vi o JP e está é provavelmente a única lembrança real que tenho dele. A voz firme, as palavras determinadas no momento em que ele me disse adeus! Não era e nunca foi um até breve, mas sim um adeus consolidado. Seus olhos verdes, atrás das lentes dos óculos, deixavam transparecer a verdade que eu dificilmente queria acreditar.

Sempre me disseram que os anjos da guarda aparecem quando mais precisamos. Bom, se eu pensar assim, o JP foi o anjo que apareceu no momento em que eu precisava crescer desesperadamente, sair do conto de fadas e viver o mundo real, por mais cruel ou perfeito que ele pudesse ser.

São dos momentos bons e ruins que vivi ao lado dele, que eu tiro o fôlego para ir em frente e acreditar que existe um plano, basta encontrar a primeira ponta do fio. Por mais nostálgico que isso pareça, me sinto feliz em saber que as pessoas que foram importantes na minha vida, estejam felizes também, mesmo que elas não façam mais parte do meu cotidiano.

Voltando a crise dos 30, bem ela vai passar. Afinal, como tudo na vida, qualquer hora ela vira uma breve lembrança nesta minha vida pouco planejada e alucinada, até porque sempre existe a oportunidade de se dar mais uma volta no Central Park.

Fim de Farra

Ufa! O carnaval está acabando. Sinceramente, não sou foliona mesmo. Acho que a melhor parte é o feriado. Afinal é muito bom começar a semana em plena quarta-feira e depois do meio-dia. Eu preciso de um feriado deste por mês, durante o ano todo.

Musas a parte e escolas de samba também, meu feriado se resumiu a boa comida, e muitos filmes:
Cinema - Closer, Elektra, Ocean's Twelve e se ainda der tempo vai rolar um Alexander, The Great.

DVD - New York Minute, Cold Mountain, Indiana Jones (Trilogy), Wicker Pack, Hidalgo e se der tempo, Mystic River.

De todos estes eu recomendo Ocean's Twelve , sem dúvida um filme engraçado, eletrizante e muito inteligente.

Claro que entre uma sessão e outra, rola academia, compras e um belo cochilo.